A fé na ilha é algo bastante peculiar. Devido à era
negra do conhecimento, ninguém tem muita certeza de onde as divindades surgiram
ou do que elas representaram em tempos antigos. Alguns estudiosos acreditam que
a fé de hoje tem grandes chances de estar deturpada do que era inicialmente,
mas ninguém pode provar nada, visto que os registros antigos já não existem
mais. Os deuses estão na boca e no coração do povo comum, que sempre que
possível ora por ajuda e proteção, sem jamais se esquecer de prestar as devidas
homenagens a cada membro do panteão.
Cada divindade tem ordens de sacerdotes que espalham
seus ensinamentos e estilo de vida, crentes de que dessa maneira estão mais
perto de suas entidades queridas. Enquanto o povo comum acredita que os
milagres destes sacerdotes vêm do poder e das bênçãos das divindades, os
sacerdotes sabem que suas capacidades vêm de uma forma de energia completamente
diferente, que somente as ordens sabem como acessar. No entanto, eles também
sabem que este conhecimento foi dividido justamente pelas divindades para que
pudessem representar seus ideais no mundo. Apesar disso, os sacerdotes jamais
desmentiram a crença popular sobre a origem de seus poderes e não parecem dispostos
a fazê-lo.
“Seja
corajoso, trabalhe duro e respeite as tradições. Seja o mais nobre dos metais,
assim estarei forjando sua lenda na rocha da eternidade. ”
O deus que melhor exemplifica a coragem é Bresnor,
senhor da terra. É da terra que são extraídos os metais, através da mineração e
para a forja, sendo estes três elementos aspectos importantes do culto ao
Mestre Forjador. Ele também é venerado por seu respeito ás tradições e
dedicação ao trabalho.
Geralmente suas ordens tem um viés artesanal e
comercial, bastante popular entre os habitantes de cidades mineradoras e dos
grandes centros comerciais onde os melhores artesãos podem vender sua arte.
Seus devotos também costumam se apegar bastante aos bens materiais, desfazendo-se
de suas conquistas com bastante pesar e não sem antes tentar reduzir a perda ao
máximo possível.
Alguns de seus devotos, ao invés de se dedicarem ao
trabalho ou preservação de tradições, simplesmente dedicam suas vidas a
demonstrações de coragem. Eles se tornam grandes aventureiros e são sempre os
primeiros a encorajarem seus companheiros ante o perigo. Outros tantos também
são tidos como teimosos pelos mais críticos, mas sua prontidão para o trabalho
e gosto pelo esforço recompensador fazem deles pessoas bastante valorizadas em
todos os lugares.
Títulos:
Mestre
Forjador, O Minerador, Lorde das Montanhas.
Cor:
Marrom.
Aspectos:
Terra,
avareza, coragem, metais, forja, mineração, tradição, trabalho.
Símbolos:
Bigorna,
bulettes, montanhas
Bigorna Dourada
“Dê
tudo de si e seu trabalho será recompensado. Cada alma tomada pela sua obra
será uma oferenda ao Mestre Forjador. ”
Estandarte:
Uma bigorna dourada num campo marrom.
Aspectos:
Forja, tradição, trabalho, metais.
A
Bigorna Dourada é uma ordem de devotos que se dedica às obras-primas da forja. Eles
vivem para encontrar os melhores metais, aprender as melhores técnicas e honrar
Bresnor com suas obras. É bem comum ver membros desta ordem acompanhando grupos
de aventureiros em minas abandonadas e nas poucas ruínas subterrâneas que se
encontram na ilha, sempre em busca de um plano de forja perdido ou algum tipo
de metal raro. Eles primam acima de tudo pela eficiência, mas gostam de dar um
toque pessoal aos seus trabalhos, sendo bastante reconhecidos em toda ilha por
sua qualidade imbatível na forja de armas e armaduras.
Outras Ordens
Não
há muitas ordens dedicadas a Bresnor além da Bigorna Dourada, maior fornecedora
de aparatos bélicos na ilha. Há, no entanto, pequenas ordens dedicadas ao
Minerador em algumas questões diferentes. Ordens de mineradores, sempre
escavando onde são enviados, com especialistas tanto na arte da mineração como
em toda logística que esse tipo de operação envolve. Algumas são bem
proeminentes em Travisen. Há também aqueles que se dedicam a guiar grupos de
aventureiros pelo subterrâneo da ilha, tendo um sentido apurado para a pedra.
Espalhadas pela ilha, essas organizações religiosas têm pouco a oferecer para a
ilha quando analisadas individualmente, mas juntas reforçam a ideia de que o
Mestre Forjador é bem presente no dia a dia de todo cidadão.
“Lembrai
de mim nas noites estreladas e ante os segredos sussurrados na penumbra.
Lembrai de mim quando te iludirem e as sombras tomarem seu caminho. Pois eu não
abandono os meus. ”
Controverso, O Obscuro é tido como uma divindade
bastante particular. Embora alguns supersticiosos liguem o Lorde Estelar à
coisas ruins, ele é uma divindade neutra, como todas as outras. As pessoas que
vivem pela noite têm um gosto especial por ele e costumam pedir sua proteção
depois que o sol afunda no horizonte.
Seus devotos são vistos com desconfiança por muitos,
pois muitas vezes não conseguem esconder a inveja que sentem daqueles mais
bem-sucedidos nos mais variados campos. Apesar deste pequeno defeito, os
devotos do Guia costumam ser muito bem informados e sabem como ninguém guardar
um segredo. Seus contatos e dissimulações com frequência os colocam entre os
mais procurados para aconselhar nobres e governantes.
Videntes e guias também costumam estar ligados a
Emnos, sempre procurando as informações nas estrelas. A crença de que elas
possam representar algo sobrenatural sempre envolveu este culto numa espécie de
ocultismo curioso para os mais corajosos, mas muitas vezes causa inquietação
nas pessoas mais simples e pouco estudadas.
Títulos:
O
Obscuro, Lorde Estelar, O Guia.
Cor:
Preto.
Aspectos:
Sombras,
inveja, noite, astronomia, segredos, ilusão.
Símbolos:
Corvos,
estrelas, Lua
Mestres dos Sussurros
“Sempre
esteja atento, jamais deixe algo passar. A informação sem importância de hoje
pode ser a salvação de amanhã ”
Estandarte:
Uma lua prateada rodeada por quatro estrelas brancas num campo negro.
Aspectos:
Sombras, noite, segredos.
Os
Mestres dos Sussurros se sentem compelidos a coletar segredos do mundo e
decidir seu destino conforme a vontade de seu deus. A ordem funciona como uma
grande rede de espiões que se infiltram nos grandes centros urbanos, nas
pequenas vilas e em qualquer acampamento rural em busca de informação, sem se
importar com origem, relevância ou utilidade. Eles sentem um prazer enorme em
descobrir segredos e desvendar mistérios, como se fossem tocados pelo seu deus
patrono nestes momentos. Alguns membros até se infiltram entre grupos de
aventureiros ou guildas mercenárias, onde podem conseguir mais informações e
desvendar segredos de todos os tipos.
Outras Ordens
Em
alguns lugares, pessoas vestindo preto são um mal presságio. Muitos se sentem
mal quando se aproximam dos devotos de Emnos, mas eles pouco se importam. Além
dos Mestres dos Sussurros, ocultos em cada canto da ilha, existem poucas ordens
dedicadas ao deus das sombras que se tem conhecimento. Circulam boatos em
algumas cidades de que há uma rede de assassinos de aluguel formada por seus
devotos, assim como sindicatos de criminosos. No entanto, ninguém jamais foi
capaz de confirmar a existência dessas ordens ou a ligação destas atividades
com a divindade.
“No
calor da batalha. Na ardência da beleza apaixonada. Na excitação ante o
desafio. Na chama da renovação. Enquanto meu fogo queimar em seu âmago, estarei
ao teu lado. ”
Fleara é a divindade que representa o fogo, a gula,
paixão e a guerra. As pessoas oram para A Chama em busca de vitória na guerra,
na conquista da carne e quando enfrentam um desafio. Também conhecida como Dama
Vermelha e General Escarlate, ela é constantemente lembrada pelos soldados em
geral. Assim como o fogo consome tudo que vê pela frente, ela também representa
a fome, a gula, a gana. Ela marca as emoções mais extremas das pessoas e
valoriza a beleza das coisas.
A maioria de suas ordens são companhias bélicas
cheias de sacerdotes-soldados ansiosos por uma nova batalha. Insaciáveis em
vários aspectos, seus sacerdotes são respeitados como comandantes de guerra.
Simbolizando a renovação, também é comum que as pessoas olhem para a deusa do
fogo quando decidem realizar grandes mudanças na vida, recomeçando. É da fé
nesta deusa que veio o hábito de boa parte das pessoas de cremar os mortos.
Isso queima tudo que lhes aconteceu na vida e dá a chance de começar tudo de
novo entre os espíritos.
Seus devotos costumam se dedicar ao treinamento com
alabardas, arma-símbolo da deusa, manipulando-a com grande perícia. Suas
tapeçarias e estandartes, sempre escarlates, costumam ter fênix, rosas e chamas
como temática também.
Títulos:
A Chama, Dama Vermelha, General Escarlate.
Cor:
Vermelho.
Aspectos:
Fogo, gula, guerra, paixão, fome, desafio, intensidade, beleza, renovação.
Símbolos:
Fênix, alabardas cruzadas, fogo, rosas
Brigada Escarlate
“Enquanto
fizermos guerra, a General Escarlate sorrirá para a Brigada. E não há soldado
que vacile ante ao sorriso de nossa deusa. ”
Estandarte:
Chama dourada cruzada por alabardas também douradas num campo vermelho.
Aspectos:
Fogo, guerra, paixão.
A
Brigada Escarlate é a ordem de Fleara mais popular na ilha-continente. Seus
sacerdotes vivem pela alabarda e guerra, sempre procurando batalhas para fazer
parte. Diferentemente de uma guilda mercenária comum, a ordem não aceita
tarefas pequenas ou mundanas, eles tratam apenas de guerras, ignorando todo
outro tipo de pedido. A ordem é orgulhosa por resolver várias disputas a favor
de seus contratantes, usando o dinheiro sempre para tornar as forças da ordem
ainda mais poderosas. Seus membros são implacáveis na guerra e tem o costume de
queimar os estandartes inimigos para comemorar suas costumeiras vitórias.
Membros da ordem são vistos com frequência nas três metrópoles da ilha,
geralmente em tavernas. Alguns nobres abrigam sacerdotes vermelhos também,
visto que é comum que a nobreza resolva suas disputas através de guerra nos
campos próximos às suas cidade-sede.
Outras Ordens
Existem
algumas outras ordens mais regionais, com membros menos urbanos e mais
preocupados com outros aspectos da divindade, como o desafio dos próprios limites
e até um culto à beleza. Apesar disso, tais ordens, sozinhas, não tem quase
representação nenhuma na ilha como um todo. Tendo menos devotos e ideais menos
populares, seu poder e situação financeira não conseguem lhe trazer muitos
frutos. No entanto, independente da influência que a ordem tenha, nunca é
prudente questionar a devoção dos arautos do fogo, isso quase sempre resulta em
derramamento de sangue.
“O
tempo passa para todos, não se aflija. Escreva sua história e crava teu orgulho
na memória de toda a existência. Assim estarei mais próxima de ti. ”
Kalaionne é chamada de A Eterna e tida como a Dona
do Tempo. Diferentemente dos devotos de Emnos, os brancos não gostam de
segredos e seus salões estão sempre abertos para aqueles que querem saber mais.
Seus sacerdotes são muito prestativos e é comum que sejam bombardeados de
perguntas onde vão, sempre espalhando seu conhecimento.
Kalaionnitas tem um grande apreço pela história e
pela escrita, sendo ótimos ouvintes e registrando tudo que conseguem encontrar
de interessante. Eles gostam de ouvir histórias e se aventurar em busca de
prova-las ou mesmo descarta-las como invencionice dos menos favorecidos, o que
vale é a busca pelos fatos, não o resultado. Também é comum que sejam vistos
como arrogantes em sua soberba afirmação sobre as verdades do mundo.
O respeito pelo tempo e pelos ciclos é muito
importante para seus devotos, por isso eles costumam ser pacientes e odeiam
pular etapas, seja no que for. São pessoas bastante concentradas e dedicadas,
sedentos por conhecimento e bastante caprichosos com seus registros. É normal
pedir ajuda à Mestre Branca quando a memória falha, quando se encontra ansioso
ou quando se depara com um fato inesperado.
Títulos:
A
Eterna, Mestra Branca, Dona do Tempo.
Cor:
Branco.
Aspectos:
Tempo,
orgulho, conhecimento, história, destino, escrita, memória.
Símbolos:
Ampulheta,
tartarugas, pena.
Casa do Conhecimento
“Todos
merecem o conhecimento e nós não iremos nos esconder dele. Enquanto tiver
vontade de aprender, é bem-vindo em nossos salões. ”
Estandarte:
Uma pena azul num fundo branco.
Aspectos:
Conhecimento, memória, escrita.
A
Casa do Conhecimento funciona como uma das fontes de conhecimento mais
confiáveis em toda ilha. Seus sacerdotes se empenham em elucidar todas as
dúvidas dos devotos e com frequência se veem cercados pelo povo em praças e
locais públicos pelos vilarejos que passam. Ávidos por descobertas e relatos,
os sacerdotes brancos não só tiram dúvidas, como gostam de registrar tudo que
as pessoas têm vontade de dividir. Não importa a classe social, não importa a
origem, o que importa é a história e o conhecimento. Além disso, alguns de seus
membros são contratados para resolver pendências de contratos e fazer contas,
pois dedicam seus tempos à matemática e outros tipos de questões mais
científicas. O comércio de rituais é uma das grandes fontes de renda da ordem,
que não coloca restrições em gastos para expedições em busca de novo
conhecimento.
Outras Ordens
As
ordens da Dona do Tempo são incomuns. Geralmente são pequenos grupos de
pesquisadores, estudantes de idiomas ou escribas. Geralmente firmam seus
esforços em vilarejos distantes ou assentamentos na natureza. Há também algumas
ordens dedicadas ao envio de mensagens, tendo sua própria linguagem e rede de
mensageiros espalhada pela ilha. Sacerdotes brancos quase sempre carregam
consigo livros e pergaminhos, tendo alguns membros corajosos que viajam pela
ilha em busca de qualquer indício de algo novo esperando para ser descoberto.
“Eu
estou na natureza, nas águas, em cada criatura que nasce. Respeite a vida e
terá seu lugar em meu coração. ”
A Senhora da Floresta é tida como a deusa da vida,
da água, da adaptação e da navegação. Seus sacerdotes são defensores ferrenhos
da natureza e das leis da caça. A grande maioria deles vivem em assentamentos
rurais, longe das grandes metrópoles, ondem vivem em comunhão com a natureza. O
povo do campo costuma orar para a deusa por boas colheitas ou abundância na
caça ou na pesca. Mulheres jovens que desejam filhos tem as mais variadas
manias para buscar a benção da deusa e ter uma criança saudável.
Outros escolhem a vida no mar, onde a Mãe das Ondas
pode guia-los com segurança para seu destino. Muitos acreditam que os espíritos
são parte da natureza, portanto os indivíduos que se utilizam de sua força
tendem a ser respeitados pelos sacerdotes verdes e sempre tratados como amigos.
Um ponto muito importante levantado pela deusa é a
adaptação. Por isso muitos de seus devotos são nômades, sempre em movimento,
buscando se encaixar num lugar só para partir depois de algum tempo. Assim
acreditam que estão cada vez aprendendo algo novo de sua deusa. Eles também são
conhecidos por cederem aos desejos carnais, já que sua deusa também é conhecida
por conceder a fertilidade.
Títulos:
Senhora
da Floresta, Mãe das Ondas, A Caçadora.
Cor:
Verde.
Aspectos:
Água,
luxúria, natureza, fertilidade, caça, pesca, adaptação, reprodução, navegação,
vida.
Símbolos:
Folhas,
quimera, arco, remo
O Círculo de Folhas
“A
natureza é parte de nossa mãe e deve ser preservada. Respeite-a e mantenha sua
cabeça. ”
Estandarte:
Uma árvore dourada num campo verde.
Aspectos:
Natureza, caça.
Algumas
pessoas pensam que uma ordem que apoia a natureza não pode ao mesmo tempo
apoiar a caça, mas estão enganadas. Todos animais caçam para sobreviver e não
há nada errado em caçar a própria comida, mas excessos são um grande pecado e,
segundo o Círculo, merecem ser punidos rigorosamente. Esta ordem trata de
defender locais de comunhão total com a natureza, como cavernas sagradas,
árvores milenares e outros monumentos naturais dignos de admiração. É comum que
arrumem problemas com lenhadores e membros de outras guildas de exploração de
recursos, sempre tentando manter o equilíbrio da natureza e preservar o amor de
sua mãe.
Outras Ordens
Outras
ordens são bem pouco difundidas pela ilha. O próprio Círculo, por sua ausência
urbana, mal é notado por muitos. Há, entretanto, algumas outras ordens que
atuam nos grandes centros se certificando de que respeitem a beleza natural. Em
Travisen há uma ordem que sempre envia seus sacerdotes junto dos pescadores em
seus dracares, pois estes são mestres da navegação e sempre guiam para locais
abundantes em peixes. Há ordens de especialistas em botânica e também os mais
aventureiros que viajam pelo mundo em busca de monumentos naturais e qualquer
oportunidade de se perder em partes inexploradas das grandes florestas.
“Seja
forte, seja honrado, aprimore-se e encarne a tempestade no campo de batalha que
a glória chegará. E se ela não chegar, será vingado pelos seus. ”
Thoriann é a encarnação da tempestade, da ira, da
honra, da busca pela glória e pela maestria em armas. Seu nome costumava ser
invocado antes de duelos e sua proteção clamada quando os céus parecem desabar.
Também conhecido como Lorde das Tempestades ou Vingador Celestial, costuma ser
cultuado por aqueles que tem prazer na maestria do combate ou que assumem
códigos pessoais. Da mesma forma, representa a ira e a represália. Um seguidor
da tempestade jamais aceita passivamente ser tratado de forma injusta ou
desrespeitosa.
Entre suas ordens estão muitos guerreiros renomados
e cheios de talento. Pessoas que adotaram o caminho das armas não por dinheiro
ou por território, mas por prazer e reconhecimento. Eles lutam para satisfazer
sua sede pelo combate por si, para dar espetáculo e para defender suas crenças.
Dificilmente um devoto de Thoriann dá as costas a um duelo. Também é comum que
navegantes e fazendeiros orem pelo Vingador, pois é ele quem controla o clima e
pode tanto beneficiar como arruinar seus trabalhos.
Seus devotos se dedicam especialmente a suas
capacidades combativas. Dificilmente perdem a chance de mostrar suas proezas
àqueles que precisam, pois assim sabem que a glória os alcançará. A cor azul
domina a religião do Lorde das Tempestades, que costuma ser simbolizado com
machados, lobos e raios.
Títulos:
Lorde das Tempestades, Vingador Celestial, Grande Gladiador.
Cor:
Azul.
Aspectos:
Trovão, ira, vingança, glória, honra, clima, duelo, maestria em armas, céu.
Símbolos:
Raio, lobo, machados.
Matilha Celestial
“Somos
uma matilha, um bando dos melhores e mais capazes combatentes. Vivemos pela
glória do desafio e para honrar nosso senhor. E quando a queda vem, vingamos
nossos irmãos. ”
Estandarte:
Um lobo prata sobre um machado dourado num campo azul.
Aspectos:
Glória, honra, vingança.
A
Matilha Celestial esteve oculta durante os últimos séculos. Guerreiros ferozes
e loucos pela glória, aceitavam todo tipo de desafio que fosse lhes trazer
glória. Seus membros eram sempre pessoas talentosas no combate, que muitas
vezes procuravam duelos e oportunidades de exibir seu talento. Bastante
individualistas, sempre tentavam resolver suas questões sozinhos ou em pequenos
grupos. Mas quando falhavam, todos os membros atendiam ao chamado da vingança,
dedicando-se a eliminar aqueles que fizeram mal aos seus companheiros. Há muito
desaparecidos dos olhos do público, após a libertação de seu deus o estandarte
azul do lobo voltou a ser visto em algumas cidades.
Outras Ordens
Devido
à guerra antes do banimento, sobraram pouquíssimas ordens em favor de Thoriann.
A maioria de seus seguidores parecem seguir pelo caminho da glória e dos
duelos, além do aprimoramento pessoal nas artes do combate. A preocupação com o
clima geralmente vem daqueles menos favorecidos, portanto é raro que surja
algum tipo de ordem com essa temática. Pelo menos na ilha. Em lugares como
Darmstaagg, ainda é comum que se façam rituais e oferendas para o deus das
tempestades afim de pedir um clima mais ameno.
“Seja
livre, pense, crie, mas não exagere. Seja exato e não desperdice sua energia.
Estou em cada momento aproveitado e abençoo cada brinde em meu nome. ”
O Trovador é o patrono das artes e grande boêmio do
panteão. Enquanto membros de outras religiões procuram armas e segredos, os
amarelos querem celebrar. Música, poema, escultura e pintura são praticados e
encorajados pelas ordens de Vennthez, que seguem a máxima de que a vida deve
ser aproveitada em seu total.
Ao contrário dos sacerdotes brancos, seus devotos
não se importam com a informação apenas pela informação. Eles acreditam que as
mensagens devem ser lapidadas, aparadas e refeitas de maneira artística e
agradável. Por esse estilo de vida despreocupado regado a vinho e debates
artísticos, muitos dos devotos do vento são tidos como preguiçosos.
As pessoas comuns costumam recorrer ao Sonhador
pedindo ajuda na conquista dos amados, na busca de inspiração ou em lutas pela
liberdade. Donos de taverna também costumam dedicar seus estabelecimentos ao
deus em busca de movimento e fortuna. Os taverneiros mais devotos inclusive
acreditam que ao apoiar artistas estão atraindo a benção d’O Trovador para seu
empreendimento. Sacerdotes amarelos sempre comem e bebem do melhor, adoram se
vestir com peças de alto valor, sempre cheios de joias e roupas caras.
Títulos:
O
Sonhador, O Trovador, Senhor dos Ventos.
Cor:
Amarelo.
Aspectos:
Vento,
preguiça, liberdade, curiosidade, vinho, música, criatividade, arte, riqueza.
Símbolos:
Alaúde,
gatos, uva
Vento Liberto
“Todos
merecem a liberdade. Onde houver opressão, nossas armas apontarão. ”
Estandarte:
Duas cimitarras negras cruzadas atrás de uma garrafa sobre um fundo amarelo.
Aspectos:
Liberdade, vento.
O
Vento Liberto é uma ordem que trata, acima de tudo, da luta pelos oprimidos.
Relatos de escravidão surgem com alguma frequência em vários pontos da ilha,
ocultos nas áreas mais abandonadas pela civilização. Tal organização tem como
objetivo descobrir e desmantelar redes de escravagistas. Eles viajam por todo
lugar e não se importam em apelar para a ajuda de forasteiros ou de quem quer
que seja para ver uma alma livre. Alguns atuam até como advogados nas cidades,
ajudando os que juram inocência. Algumas pessoas já tentaram passar a perna nos
sacerdotes da ordem jurando inocência apesar de serem culpados e aprenderam da
pior maneira que esta não é uma boa ideia, pois ao mesmo tempo que a ordem se
propõe a ajudar, ela tem a investigação como um de seus pontos fortes.
Outras Ordens
Existem
outras pequenas ordens menores espalhadas pela ilha. Elas trabalham muitas
vezes na preservação de obras de arte, seja mantendo-as seguras em museus e
galerias, ou rastreando obras roubadas ou perdidas na confusão da vida urbana.
Algumas ordens tratam exclusivamente da organização de grandes bailes e eventos
para nobreza, acreditando que quanto melhor são seus eventos, mais agradam o
Senhor dos Ventos. Há também ordens de artistas que se instalam como academias
abertas para disseminar a arte e a adoração ao seu patrono.







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