domingo, 16 de agosto de 2015

Lore: Religião

A fé na ilha é algo bastante peculiar. Devido à era negra do conhecimento, ninguém tem muita certeza de onde as divindades surgiram ou do que elas representaram em tempos antigos. Alguns estudiosos acreditam que a fé de hoje tem grandes chances de estar deturpada do que era inicialmente, mas ninguém pode provar nada, visto que os registros antigos já não existem mais. Os deuses estão na boca e no coração do povo comum, que sempre que possível ora por ajuda e proteção, sem jamais se esquecer de prestar as devidas homenagens a cada membro do panteão.
Cada divindade tem ordens de sacerdotes que espalham seus ensinamentos e estilo de vida, crentes de que dessa maneira estão mais perto de suas entidades queridas. Enquanto o povo comum acredita que os milagres destes sacerdotes vêm do poder e das bênçãos das divindades, os sacerdotes sabem que suas capacidades vêm de uma forma de energia completamente diferente, que somente as ordens sabem como acessar. No entanto, eles também sabem que este conhecimento foi dividido justamente pelas divindades para que pudessem representar seus ideais no mundo. Apesar disso, os sacerdotes jamais desmentiram a crença popular sobre a origem de seus poderes e não parecem dispostos a fazê-lo.

“Seja corajoso, trabalhe duro e respeite as tradições. Seja o mais nobre dos metais, assim estarei forjando sua lenda na rocha da eternidade. ”

O deus que melhor exemplifica a coragem é Bresnor, senhor da terra. É da terra que são extraídos os metais, através da mineração e para a forja, sendo estes três elementos aspectos importantes do culto ao Mestre Forjador. Ele também é venerado por seu respeito ás tradições e dedicação ao trabalho.
Geralmente suas ordens tem um viés artesanal e comercial, bastante popular entre os habitantes de cidades mineradoras e dos grandes centros comerciais onde os melhores artesãos podem vender sua arte. Seus devotos também costumam se apegar bastante aos bens materiais, desfazendo-se de suas conquistas com bastante pesar e não sem antes tentar reduzir a perda ao máximo possível.
Alguns de seus devotos, ao invés de se dedicarem ao trabalho ou preservação de tradições, simplesmente dedicam suas vidas a demonstrações de coragem. Eles se tornam grandes aventureiros e são sempre os primeiros a encorajarem seus companheiros ante o perigo. Outros tantos também são tidos como teimosos pelos mais críticos, mas sua prontidão para o trabalho e gosto pelo esforço recompensador fazem deles pessoas bastante valorizadas em todos os lugares.
Títulos: Mestre Forjador, O Minerador, Lorde das Montanhas.
Cor: Marrom.
Aspectos: Terra, avareza, coragem, metais, forja, mineração, tradição, trabalho.
Símbolos: Bigorna, bulettes, montanhas

Bigorna Dourada
“Dê tudo de si e seu trabalho será recompensado. Cada alma tomada pela sua obra será uma oferenda ao Mestre Forjador. ”
Estandarte: Uma bigorna dourada num campo marrom.
Aspectos: Forja, tradição, trabalho, metais.
A Bigorna Dourada é uma ordem de devotos que se dedica às obras-primas da forja. Eles vivem para encontrar os melhores metais, aprender as melhores técnicas e honrar Bresnor com suas obras. É bem comum ver membros desta ordem acompanhando grupos de aventureiros em minas abandonadas e nas poucas ruínas subterrâneas que se encontram na ilha, sempre em busca de um plano de forja perdido ou algum tipo de metal raro. Eles primam acima de tudo pela eficiência, mas gostam de dar um toque pessoal aos seus trabalhos, sendo bastante reconhecidos em toda ilha por sua qualidade imbatível na forja de armas e armaduras.

Outras Ordens
Não há muitas ordens dedicadas a Bresnor além da Bigorna Dourada, maior fornecedora de aparatos bélicos na ilha. Há, no entanto, pequenas ordens dedicadas ao Minerador em algumas questões diferentes. Ordens de mineradores, sempre escavando onde são enviados, com especialistas tanto na arte da mineração como em toda logística que esse tipo de operação envolve. Algumas são bem proeminentes em Travisen. Há também aqueles que se dedicam a guiar grupos de aventureiros pelo subterrâneo da ilha, tendo um sentido apurado para a pedra. Espalhadas pela ilha, essas organizações religiosas têm pouco a oferecer para a ilha quando analisadas individualmente, mas juntas reforçam a ideia de que o Mestre Forjador é bem presente no dia a dia de todo cidadão.


“Lembrai de mim nas noites estreladas e ante os segredos sussurrados na penumbra. Lembrai de mim quando te iludirem e as sombras tomarem seu caminho. Pois eu não abandono os meus. ”

Controverso, O Obscuro é tido como uma divindade bastante particular. Embora alguns supersticiosos liguem o Lorde Estelar à coisas ruins, ele é uma divindade neutra, como todas as outras. As pessoas que vivem pela noite têm um gosto especial por ele e costumam pedir sua proteção depois que o sol afunda no horizonte.
Seus devotos são vistos com desconfiança por muitos, pois muitas vezes não conseguem esconder a inveja que sentem daqueles mais bem-sucedidos nos mais variados campos. Apesar deste pequeno defeito, os devotos do Guia costumam ser muito bem informados e sabem como ninguém guardar um segredo. Seus contatos e dissimulações com frequência os colocam entre os mais procurados para aconselhar nobres e governantes.
Videntes e guias também costumam estar ligados a Emnos, sempre procurando as informações nas estrelas. A crença de que elas possam representar algo sobrenatural sempre envolveu este culto numa espécie de ocultismo curioso para os mais corajosos, mas muitas vezes causa inquietação nas pessoas mais simples e pouco estudadas.
Títulos: O Obscuro, Lorde Estelar, O Guia.
Cor: Preto.
Aspectos: Sombras, inveja, noite, astronomia, segredos, ilusão.
Símbolos: Corvos, estrelas, Lua

Mestres dos Sussurros
“Sempre esteja atento, jamais deixe algo passar. A informação sem importância de hoje pode ser a salvação de amanhã ”
Estandarte: Uma lua prateada rodeada por quatro estrelas brancas num campo negro.
Aspectos: Sombras, noite, segredos.
Os Mestres dos Sussurros se sentem compelidos a coletar segredos do mundo e decidir seu destino conforme a vontade de seu deus. A ordem funciona como uma grande rede de espiões que se infiltram nos grandes centros urbanos, nas pequenas vilas e em qualquer acampamento rural em busca de informação, sem se importar com origem, relevância ou utilidade. Eles sentem um prazer enorme em descobrir segredos e desvendar mistérios, como se fossem tocados pelo seu deus patrono nestes momentos. Alguns membros até se infiltram entre grupos de aventureiros ou guildas mercenárias, onde podem conseguir mais informações e desvendar segredos de todos os tipos.

Outras Ordens
Em alguns lugares, pessoas vestindo preto são um mal presságio. Muitos se sentem mal quando se aproximam dos devotos de Emnos, mas eles pouco se importam. Além dos Mestres dos Sussurros, ocultos em cada canto da ilha, existem poucas ordens dedicadas ao deus das sombras que se tem conhecimento. Circulam boatos em algumas cidades de que há uma rede de assassinos de aluguel formada por seus devotos, assim como sindicatos de criminosos. No entanto, ninguém jamais foi capaz de confirmar a existência dessas ordens ou a ligação destas atividades com a divindade.


“No calor da batalha. Na ardência da beleza apaixonada. Na excitação ante o desafio. Na chama da renovação. Enquanto meu fogo queimar em seu âmago, estarei ao teu lado. ”

Fleara é a divindade que representa o fogo, a gula, paixão e a guerra. As pessoas oram para A Chama em busca de vitória na guerra, na conquista da carne e quando enfrentam um desafio. Também conhecida como Dama Vermelha e General Escarlate, ela é constantemente lembrada pelos soldados em geral. Assim como o fogo consome tudo que vê pela frente, ela também representa a fome, a gula, a gana. Ela marca as emoções mais extremas das pessoas e valoriza a beleza das coisas.
A maioria de suas ordens são companhias bélicas cheias de sacerdotes-soldados ansiosos por uma nova batalha. Insaciáveis em vários aspectos, seus sacerdotes são respeitados como comandantes de guerra. Simbolizando a renovação, também é comum que as pessoas olhem para a deusa do fogo quando decidem realizar grandes mudanças na vida, recomeçando. É da fé nesta deusa que veio o hábito de boa parte das pessoas de cremar os mortos. Isso queima tudo que lhes aconteceu na vida e dá a chance de começar tudo de novo entre os espíritos.
Seus devotos costumam se dedicar ao treinamento com alabardas, arma-símbolo da deusa, manipulando-a com grande perícia. Suas tapeçarias e estandartes, sempre escarlates, costumam ter fênix, rosas e chamas como temática também.
Títulos: A Chama, Dama Vermelha, General Escarlate.
Cor: Vermelho.
Aspectos: Fogo, gula, guerra, paixão, fome, desafio, intensidade, beleza, renovação.
Símbolos: Fênix, alabardas cruzadas, fogo, rosas

Brigada Escarlate
“Enquanto fizermos guerra, a General Escarlate sorrirá para a Brigada. E não há soldado que vacile ante ao sorriso de nossa deusa. ”
Estandarte: Chama dourada cruzada por alabardas também douradas num campo vermelho.
Aspectos: Fogo, guerra, paixão.
A Brigada Escarlate é a ordem de Fleara mais popular na ilha-continente. Seus sacerdotes vivem pela alabarda e guerra, sempre procurando batalhas para fazer parte. Diferentemente de uma guilda mercenária comum, a ordem não aceita tarefas pequenas ou mundanas, eles tratam apenas de guerras, ignorando todo outro tipo de pedido. A ordem é orgulhosa por resolver várias disputas a favor de seus contratantes, usando o dinheiro sempre para tornar as forças da ordem ainda mais poderosas. Seus membros são implacáveis na guerra e tem o costume de queimar os estandartes inimigos para comemorar suas costumeiras vitórias. Membros da ordem são vistos com frequência nas três metrópoles da ilha, geralmente em tavernas. Alguns nobres abrigam sacerdotes vermelhos também, visto que é comum que a nobreza resolva suas disputas através de guerra nos campos próximos às suas cidade-sede.

Outras Ordens

Existem algumas outras ordens mais regionais, com membros menos urbanos e mais preocupados com outros aspectos da divindade, como o desafio dos próprios limites e até um culto à beleza. Apesar disso, tais ordens, sozinhas, não tem quase representação nenhuma na ilha como um todo. Tendo menos devotos e ideais menos populares, seu poder e situação financeira não conseguem lhe trazer muitos frutos. No entanto, independente da influência que a ordem tenha, nunca é prudente questionar a devoção dos arautos do fogo, isso quase sempre resulta em derramamento de sangue.

“O tempo passa para todos, não se aflija. Escreva sua história e crava teu orgulho na memória de toda a existência. Assim estarei mais próxima de ti. ”

Kalaionne é chamada de A Eterna e tida como a Dona do Tempo. Diferentemente dos devotos de Emnos, os brancos não gostam de segredos e seus salões estão sempre abertos para aqueles que querem saber mais. Seus sacerdotes são muito prestativos e é comum que sejam bombardeados de perguntas onde vão, sempre espalhando seu conhecimento.
Kalaionnitas tem um grande apreço pela história e pela escrita, sendo ótimos ouvintes e registrando tudo que conseguem encontrar de interessante. Eles gostam de ouvir histórias e se aventurar em busca de prova-las ou mesmo descarta-las como invencionice dos menos favorecidos, o que vale é a busca pelos fatos, não o resultado. Também é comum que sejam vistos como arrogantes em sua soberba afirmação sobre as verdades do mundo.
O respeito pelo tempo e pelos ciclos é muito importante para seus devotos, por isso eles costumam ser pacientes e odeiam pular etapas, seja no que for. São pessoas bastante concentradas e dedicadas, sedentos por conhecimento e bastante caprichosos com seus registros. É normal pedir ajuda à Mestre Branca quando a memória falha, quando se encontra ansioso ou quando se depara com um fato inesperado.
Títulos: A Eterna, Mestra Branca, Dona do Tempo.
Cor: Branco.
Aspectos: Tempo, orgulho, conhecimento, história, destino, escrita, memória.
Símbolos: Ampulheta, tartarugas, pena.

Casa do Conhecimento
“Todos merecem o conhecimento e nós não iremos nos esconder dele. Enquanto tiver vontade de aprender, é bem-vindo em nossos salões. ”
Estandarte: Uma pena azul num fundo branco.
Aspectos: Conhecimento, memória, escrita.
A Casa do Conhecimento funciona como uma das fontes de conhecimento mais confiáveis em toda ilha. Seus sacerdotes se empenham em elucidar todas as dúvidas dos devotos e com frequência se veem cercados pelo povo em praças e locais públicos pelos vilarejos que passam. Ávidos por descobertas e relatos, os sacerdotes brancos não só tiram dúvidas, como gostam de registrar tudo que as pessoas têm vontade de dividir. Não importa a classe social, não importa a origem, o que importa é a história e o conhecimento. Além disso, alguns de seus membros são contratados para resolver pendências de contratos e fazer contas, pois dedicam seus tempos à matemática e outros tipos de questões mais científicas. O comércio de rituais é uma das grandes fontes de renda da ordem, que não coloca restrições em gastos para expedições em busca de novo conhecimento.

Outras Ordens
As ordens da Dona do Tempo são incomuns. Geralmente são pequenos grupos de pesquisadores, estudantes de idiomas ou escribas. Geralmente firmam seus esforços em vilarejos distantes ou assentamentos na natureza. Há também algumas ordens dedicadas ao envio de mensagens, tendo sua própria linguagem e rede de mensageiros espalhada pela ilha. Sacerdotes brancos quase sempre carregam consigo livros e pergaminhos, tendo alguns membros corajosos que viajam pela ilha em busca de qualquer indício de algo novo esperando para ser descoberto.


“Eu estou na natureza, nas águas, em cada criatura que nasce. Respeite a vida e terá seu lugar em meu coração. ”

A Senhora da Floresta é tida como a deusa da vida, da água, da adaptação e da navegação. Seus sacerdotes são defensores ferrenhos da natureza e das leis da caça. A grande maioria deles vivem em assentamentos rurais, longe das grandes metrópoles, ondem vivem em comunhão com a natureza. O povo do campo costuma orar para a deusa por boas colheitas ou abundância na caça ou na pesca. Mulheres jovens que desejam filhos tem as mais variadas manias para buscar a benção da deusa e ter uma criança saudável.
Outros escolhem a vida no mar, onde a Mãe das Ondas pode guia-los com segurança para seu destino. Muitos acreditam que os espíritos são parte da natureza, portanto os indivíduos que se utilizam de sua força tendem a ser respeitados pelos sacerdotes verdes e sempre tratados como amigos.
Um ponto muito importante levantado pela deusa é a adaptação. Por isso muitos de seus devotos são nômades, sempre em movimento, buscando se encaixar num lugar só para partir depois de algum tempo. Assim acreditam que estão cada vez aprendendo algo novo de sua deusa. Eles também são conhecidos por cederem aos desejos carnais, já que sua deusa também é conhecida por conceder a fertilidade.
Títulos: Senhora da Floresta, Mãe das Ondas, A Caçadora.
Cor: Verde.
Aspectos: Água, luxúria, natureza, fertilidade, caça, pesca, adaptação, reprodução, navegação, vida.
Símbolos: Folhas, quimera, arco, remo

O Círculo de Folhas
“A natureza é parte de nossa mãe e deve ser preservada. Respeite-a e mantenha sua cabeça. ”
Estandarte: Uma árvore dourada num campo verde.
Aspectos: Natureza, caça.
Algumas pessoas pensam que uma ordem que apoia a natureza não pode ao mesmo tempo apoiar a caça, mas estão enganadas. Todos animais caçam para sobreviver e não há nada errado em caçar a própria comida, mas excessos são um grande pecado e, segundo o Círculo, merecem ser punidos rigorosamente. Esta ordem trata de defender locais de comunhão total com a natureza, como cavernas sagradas, árvores milenares e outros monumentos naturais dignos de admiração. É comum que arrumem problemas com lenhadores e membros de outras guildas de exploração de recursos, sempre tentando manter o equilíbrio da natureza e preservar o amor de sua mãe.

Outras Ordens
Outras ordens são bem pouco difundidas pela ilha. O próprio Círculo, por sua ausência urbana, mal é notado por muitos. Há, entretanto, algumas outras ordens que atuam nos grandes centros se certificando de que respeitem a beleza natural. Em Travisen há uma ordem que sempre envia seus sacerdotes junto dos pescadores em seus dracares, pois estes são mestres da navegação e sempre guiam para locais abundantes em peixes. Há ordens de especialistas em botânica e também os mais aventureiros que viajam pelo mundo em busca de monumentos naturais e qualquer oportunidade de se perder em partes inexploradas das grandes florestas.


“Seja forte, seja honrado, aprimore-se e encarne a tempestade no campo de batalha que a glória chegará. E se ela não chegar, será vingado pelos seus. ”

Thoriann é a encarnação da tempestade, da ira, da honra, da busca pela glória e pela maestria em armas. Seu nome costumava ser invocado antes de duelos e sua proteção clamada quando os céus parecem desabar. Também conhecido como Lorde das Tempestades ou Vingador Celestial, costuma ser cultuado por aqueles que tem prazer na maestria do combate ou que assumem códigos pessoais. Da mesma forma, representa a ira e a represália. Um seguidor da tempestade jamais aceita passivamente ser tratado de forma injusta ou desrespeitosa.
Entre suas ordens estão muitos guerreiros renomados e cheios de talento. Pessoas que adotaram o caminho das armas não por dinheiro ou por território, mas por prazer e reconhecimento. Eles lutam para satisfazer sua sede pelo combate por si, para dar espetáculo e para defender suas crenças. Dificilmente um devoto de Thoriann dá as costas a um duelo. Também é comum que navegantes e fazendeiros orem pelo Vingador, pois é ele quem controla o clima e pode tanto beneficiar como arruinar seus trabalhos.
Seus devotos se dedicam especialmente a suas capacidades combativas. Dificilmente perdem a chance de mostrar suas proezas àqueles que precisam, pois assim sabem que a glória os alcançará. A cor azul domina a religião do Lorde das Tempestades, que costuma ser simbolizado com machados, lobos e raios.
Títulos: Lorde das Tempestades, Vingador Celestial, Grande Gladiador.
Cor: Azul.
Aspectos: Trovão, ira, vingança, glória, honra, clima, duelo, maestria em armas, céu.
Símbolos: Raio, lobo, machados.

Matilha Celestial
“Somos uma matilha, um bando dos melhores e mais capazes combatentes. Vivemos pela glória do desafio e para honrar nosso senhor. E quando a queda vem, vingamos nossos irmãos. ”
Estandarte: Um lobo prata sobre um machado dourado num campo azul.
Aspectos: Glória, honra, vingança.
A Matilha Celestial esteve oculta durante os últimos séculos. Guerreiros ferozes e loucos pela glória, aceitavam todo tipo de desafio que fosse lhes trazer glória. Seus membros eram sempre pessoas talentosas no combate, que muitas vezes procuravam duelos e oportunidades de exibir seu talento. Bastante individualistas, sempre tentavam resolver suas questões sozinhos ou em pequenos grupos. Mas quando falhavam, todos os membros atendiam ao chamado da vingança, dedicando-se a eliminar aqueles que fizeram mal aos seus companheiros. Há muito desaparecidos dos olhos do público, após a libertação de seu deus o estandarte azul do lobo voltou a ser visto em algumas cidades.

Outras Ordens
Devido à guerra antes do banimento, sobraram pouquíssimas ordens em favor de Thoriann. A maioria de seus seguidores parecem seguir pelo caminho da glória e dos duelos, além do aprimoramento pessoal nas artes do combate. A preocupação com o clima geralmente vem daqueles menos favorecidos, portanto é raro que surja algum tipo de ordem com essa temática. Pelo menos na ilha. Em lugares como Darmstaagg, ainda é comum que se façam rituais e oferendas para o deus das tempestades afim de pedir um clima mais ameno.
   
“Seja livre, pense, crie, mas não exagere. Seja exato e não desperdice sua energia. Estou em cada momento aproveitado e abençoo cada brinde em meu nome. ”

O Trovador é o patrono das artes e grande boêmio do panteão. Enquanto membros de outras religiões procuram armas e segredos, os amarelos querem celebrar. Música, poema, escultura e pintura são praticados e encorajados pelas ordens de Vennthez, que seguem a máxima de que a vida deve ser aproveitada em seu total.
Ao contrário dos sacerdotes brancos, seus devotos não se importam com a informação apenas pela informação. Eles acreditam que as mensagens devem ser lapidadas, aparadas e refeitas de maneira artística e agradável. Por esse estilo de vida despreocupado regado a vinho e debates artísticos, muitos dos devotos do vento são tidos como preguiçosos.
As pessoas comuns costumam recorrer ao Sonhador pedindo ajuda na conquista dos amados, na busca de inspiração ou em lutas pela liberdade. Donos de taverna também costumam dedicar seus estabelecimentos ao deus em busca de movimento e fortuna. Os taverneiros mais devotos inclusive acreditam que ao apoiar artistas estão atraindo a benção d’O Trovador para seu empreendimento. Sacerdotes amarelos sempre comem e bebem do melhor, adoram se vestir com peças de alto valor, sempre cheios de joias e roupas caras.
Títulos: O Sonhador, O Trovador, Senhor dos Ventos.
Cor: Amarelo.
Aspectos: Vento, preguiça, liberdade, curiosidade, vinho, música, criatividade, arte, riqueza.
Símbolos: Alaúde, gatos, uva

Vento Liberto
“Todos merecem a liberdade. Onde houver opressão, nossas armas apontarão. ”
Estandarte: Duas cimitarras negras cruzadas atrás de uma garrafa sobre um fundo amarelo.
Aspectos: Liberdade, vento.
O Vento Liberto é uma ordem que trata, acima de tudo, da luta pelos oprimidos. Relatos de escravidão surgem com alguma frequência em vários pontos da ilha, ocultos nas áreas mais abandonadas pela civilização. Tal organização tem como objetivo descobrir e desmantelar redes de escravagistas. Eles viajam por todo lugar e não se importam em apelar para a ajuda de forasteiros ou de quem quer que seja para ver uma alma livre. Alguns atuam até como advogados nas cidades, ajudando os que juram inocência. Algumas pessoas já tentaram passar a perna nos sacerdotes da ordem jurando inocência apesar de serem culpados e aprenderam da pior maneira que esta não é uma boa ideia, pois ao mesmo tempo que a ordem se propõe a ajudar, ela tem a investigação como um de seus pontos fortes.

Outras Ordens
Existem outras pequenas ordens menores espalhadas pela ilha. Elas trabalham muitas vezes na preservação de obras de arte, seja mantendo-as seguras em museus e galerias, ou rastreando obras roubadas ou perdidas na confusão da vida urbana. Algumas ordens tratam exclusivamente da organização de grandes bailes e eventos para nobreza, acreditando que quanto melhor são seus eventos, mais agradam o Senhor dos Ventos. Há também ordens de artistas que se instalam como academias abertas para disseminar a arte e a adoração ao seu patrono.

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