sexta-feira, 26 de junho de 2015

Campanha Reisenheim

“Por volta do ano de 1300, um culto à deusa Fleara, conhecido como Allumage, resolveu que o mundo deveria ser purificado. Eles dizimaram muitas das ordens daquele tempo, queimaram templos, academias e bibliotecas. Uma era negra do conhecimento se instalou por algumas décadas. Os historiadores não conseguiram preencher praticamente nada da lacuna de conhecimento dos séculos anteriores e estudiosos se lamentam até hoje deste acontecimento.
Para a nossa sorte, essa era de ignorância e superstição encontro seu fim nas mãos de uma aliança religiosa entre os devotos de Kalaionne, A Eterna, e Vennthez, O Sonhador. As cores branca e amarela se juntaram num belíssimo exército que varreu as forças vermelhas de Allumage e livrou o mundo da estupidez. A fé n’A Chama eventualmente foi renovada, mas nunca outra ordem seguiu os exemplos dos derrotados. A civilização agradece o resgate, mas é uma pena que hoje não saibamos absolutamente nada sobre a história anterior a esses acontecimentos.”
- Oghren Thorgaard, em “A Era Moderna”.

Prólogo

Os Silverhawks eram uma guilda de renome. Era antiga, tradicional. Mas já teve tempos melhores. Depois de uma dura derrota numa guerra entre nobres há dois anos, a quantidade de capas e coletes prateados que seus membros sempre ostentaram começou a diminuir nas cidades. Desde então alguns membros novos foram recrutados, muitas vezes jovens ainda verdes ou mesmo aqueles mais desajustados que teriam sido renegados em tempos melhores.

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Alanna havia sido criada no meio da nobreza, apesar da origem. A meio-elfa sempre foi orgulhosa e se colocou acima de quase tudo no mundo. Algumas pessoas achavam curioso como alguém como ela chegou até a guilda. Seus poderes psiônicos despertaram na adolescência. Logo ela se viu capaz tanto de captar os sentimentos dos outros como de infundir as pessoas com seus próprios sentimentos.
Não levou muito tempo para que decidisse polir estas habilidades. Por isso se tornou uma Ardent. Sua empatia e sua boa criação ajudaram para que se tornasse um membro muito útil dos Silverhawks, muitas vezes sendo contratada para se envolver em disputas, tantos de camponeses como de nobres. Nesses meses que está na guilda já teve vários contratos nesse sentido, assim como o último que executara antes de ir para Markham.

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Incomum, o eladrin Arannis Dortmund cresceu mesclando as artes arcanas com o belicismo. Se tornou um espadachim habilidoso, mas nunca abandonou os estudos da magia, se tornando um mago Bladesinger. Criado por elfos, sempre teve consciência de ser um eladrin, apesar de pouco saber de sua própria raça. Nunca encontrou outro exemplar de seu povo. Para sua sorte, com exceção dos elfos, todos pensam que ele é apenas um elfo exótico.
Dominado pelo desejo por aventuras, ele foi tragado para a vida de soldado desde cedo. Ainda adolescente se juntou aos Silverhawks, participando de inúmeras batalhas. A derrota da guilda há dois anos ainda o atormenta, mas isso não o impediu de continuar com seus deveres. A última missão antes do chamado para o encontro da guilda foi uma escolta simples num vilarejo próximo de seu destino.
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O estudioso Arthur era apenas um humano simples e curioso. Sua vontade de conhecer coisas e saber cada vez mais o levou à uma das maiores academias de Tomhills. A natureza, suas formas de vida e costumes, tudo aquilo o fascinava. Por isso se tornou Patrulheiro, para que conseguisse ir e vir nas selvas. Com seu treinamento aprendeu a sobreviver em meio à natureza, a rastrear seus objetos de estudo ou aplicações úteis para muitos tipos de vida silvestre.
Apesar de tudo, seu maior dom era acadêmico. Esteve dividindo seus estudos e teorias na academia que o formou, sob contrato pela guilda. Foi um contrato específico para ele, o que não é tão comum. Ele se juntou aos Silverhawks na esperança de viajar com mais frequência e com melhor suporte, por isso não se pode dizer que tenha se decepcionado. Tudo isso, claro, acompanhado de sua contraparte, Celi, que nunca lhe deixa sozinho com seus pensamentos.

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O minotauro Foostus Ellow abandonou sua tribo para viver numa comunidade isolada da civilização que aceitava todo tipo de criatura. Todo minotauro precisa lutar contra sua fera interior e essa paz foi muito importante para que conseguisse domar seus instintos. Em comunhão com a natureza, acabou se tornando um bom Guardião.  No entanto, em algum momento a reclusão teria de acabar.
Voltando à civilização, juntar-se a uma guilda em reconstrução parecia um bom meio de se integrar à sociedade. Os Silverhawks precisavam de gente nova, então foi um bom negócio para ambos os lados. O último trabalho do eremita havia sido uma simples escolta numa floresta que terminou sem a necessidade de levantar seu martelo.

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Vinda de uma das tribos élficas comuns nas florestas da ilha, Gwen Zharariel sempre viu com estranheza as pessoas das cidades. Acostumada com costumes mais rígidos e a lutar constantemente pelo próprio bem-estar ela nunca viu com bons olhos as pessoas mimadas da cidade.  Sua vida na floresta lhe deixou próxima do poder primitivo, podendo evoca-lo quando necessário usando suas habilidades de Seeker.
O recrutamento para a guilda dos Silverhawks veio em boa hora, ajudando-a a evitar a sensação de deslocamento. Apesar de não se envolver muito com outros membros, começou a entender melhor como as coisas funcionam nas cidades. Sua última missão antes da reunião foi uma caça a um suposto tesouro que acabou se mostrando infrutífera, apesar dela ter executado sua tarefa com louvor.

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Os drow são uma incógnita. Eles são muito poucos e ninguém sabe de onde vieram. As pessoas mais simples os tomam como simples elfos, do mesmo jeito que tratam os humanos albinos. No entanto, as coisas não são bem assim. Ligados à divindade popularmente conhecida como O Obscuro, a grande maioria deles acabam servindo em suas organizações religiosas. Com Malaggar não seria diferente. Treinado desde a infância num desses tempos, segue seus dogmas com seriedade.
A adesão à guilda dos Silverhawks, incluindo a prata em suas vestes sempre negras, foi um pedido de seu templo. Viajando em missões da guilda ele teria oportunidades de demonstrar o poder de Emnos e a supremacia de sua ordem religiosa. Apesar do Vingador evitar ao máximo o contato com outras pessoas e viver pela sua doutrina, conseguiu viajar muito pela ilha e conhecer vários lugares. Sua última missão, como quase todas anteriores, envolvia perseguir um criminoso que atormentava alguns fazendeiros.

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Dizem que as ruas podem ensinar as maiores lições da vida de uma pessoa. Shaisys não duvidaria desse ditado popular em momento algum. Abandonada à própria sorte e lutando diariamente pela própria vida, ela precisou apelar a uma entidade demoníaca para conseguir seus poderes de Bruxa e finalmente deixar a vida de miséria. Com seus novos poderes não foi tão difícil mudar sua situação, mas os tempos dormindo ao relento sem comida jamais vão ser esquecidos.

Convidada por uma membra da guilda dos Silverhawks que conheceu por acaso nas ruas, a halfling não pensou duas vezes antes de aceitar. Por muitas vezes voltou às ruas para espionar e se infiltrar em organizações criminosas cumprindo missões da guilda. Apesar de ter que voltar às ruas, pelo menos agora o faz sabendo que terminando o trabalho vai ter ouro suficiente para uma belíssima refeição e uma cama quentinha nas melhores tavernas das cidades. Para algumas pessoas isso é mais do que suficiente.

3 comentários:

  1. As descrições dos personagens estão ótimas, apenas falta decidir de onde vim... Temos que ver isto!!!

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    1. Eu sempre tento deixar em aberto o máximo possível quando o próprio jogador não decide as coisas. Mas já pensei a respeito recentemente, Tomhills faria bastante sentido no seu caso.

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  2. O Arannis agora tem um parceiro eladrin hehe

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