“Por volta do ano de 1300, um culto à deusa
Fleara, conhecido como Allumage, resolveu que o mundo deveria ser purificado.
Eles dizimaram muitas das ordens daquele tempo, queimaram templos, academias e
bibliotecas. Uma era negra do conhecimento se instalou por algumas décadas. Os
historiadores não conseguiram preencher praticamente nada da lacuna de
conhecimento dos séculos anteriores e estudiosos se lamentam até hoje deste
acontecimento.
Para a nossa sorte, essa era de ignorância e
superstição encontro seu fim nas mãos de uma aliança religiosa entre os devotos
de Kalaionne, A Eterna, e Vennthez, O Sonhador. As cores branca e
amarela se juntaram num belíssimo exército que varreu as forças vermelhas de
Allumage e livrou o mundo da estupidez. A fé n’A Chama eventualmente foi renovada,
mas nunca outra ordem seguiu os exemplos dos derrotados. A civilização agradece
o resgate, mas é uma pena que hoje não saibamos absolutamente nada sobre a
história anterior a esses acontecimentos.”
- Oghren Thorgaard, em “A Era Moderna”.
Prólogo
Os Silverhawks eram uma guilda de renome. Era
antiga, tradicional. Mas já teve tempos melhores. Depois de uma dura derrota
numa guerra entre nobres há dois anos, a quantidade de capas e coletes
prateados que seus membros sempre ostentaram começou a diminuir nas cidades.
Desde então alguns membros novos foram recrutados, muitas vezes jovens ainda
verdes ou mesmo aqueles mais desajustados que teriam sido renegados em tempos
melhores.
...
Alanna havia sido criada no meio da nobreza, apesar
da origem. A meio-elfa sempre foi orgulhosa e se colocou acima de quase tudo no
mundo. Algumas pessoas achavam curioso como alguém como ela chegou até a
guilda. Seus poderes psiônicos despertaram na adolescência. Logo ela se viu
capaz tanto de captar os sentimentos dos outros como de infundir as pessoas com
seus próprios sentimentos.
Não levou muito tempo para que decidisse polir estas
habilidades. Por isso se tornou uma Ardent. Sua empatia e sua boa criação
ajudaram para que se tornasse um membro muito útil dos Silverhawks, muitas
vezes sendo contratada para se envolver em disputas, tantos de camponeses como
de nobres. Nesses meses que está na guilda já teve vários contratos nesse
sentido, assim como o último que executara antes de ir para Markham.
...
Incomum, o eladrin Arannis Dortmund cresceu
mesclando as artes arcanas com o belicismo. Se tornou um espadachim habilidoso,
mas nunca abandonou os estudos da magia, se tornando um mago Bladesinger.
Criado por elfos, sempre teve consciência de ser um eladrin, apesar de pouco
saber de sua própria raça. Nunca encontrou outro exemplar de seu povo. Para sua
sorte, com exceção dos elfos, todos pensam que ele é apenas um elfo exótico.
Dominado pelo desejo por aventuras, ele foi tragado
para a vida de soldado desde cedo. Ainda adolescente se juntou aos Silverhawks,
participando de inúmeras batalhas. A derrota da guilda há dois anos ainda o
atormenta, mas isso não o impediu de continuar com seus deveres. A última
missão antes do chamado para o encontro da guilda foi uma escolta simples num
vilarejo próximo de seu destino.
...
O estudioso Arthur era apenas um humano simples e
curioso. Sua vontade de conhecer coisas e saber cada vez mais o levou à uma das
maiores academias de Tomhills. A natureza, suas formas de vida e costumes, tudo
aquilo o fascinava. Por isso se tornou Patrulheiro, para que conseguisse ir e
vir nas selvas. Com seu treinamento aprendeu a sobreviver em meio à natureza, a
rastrear seus objetos de estudo ou aplicações úteis para muitos tipos de vida
silvestre.
Apesar de tudo, seu maior dom era acadêmico. Esteve
dividindo seus estudos e teorias na academia que o formou, sob contrato pela
guilda. Foi um contrato específico para ele, o que não é tão comum. Ele se
juntou aos Silverhawks na esperança de viajar com mais frequência e com melhor
suporte, por isso não se pode dizer que tenha se decepcionado. Tudo isso,
claro, acompanhado de sua contraparte, Celi, que nunca lhe deixa sozinho com
seus pensamentos.
...
O minotauro Foostus Ellow abandonou sua tribo para
viver numa comunidade isolada da civilização que aceitava todo tipo de
criatura. Todo minotauro precisa lutar contra sua fera interior e essa paz foi
muito importante para que conseguisse domar seus instintos. Em comunhão com a
natureza, acabou se tornando um bom Guardião.
No entanto, em algum momento a reclusão teria de acabar.
Voltando à civilização, juntar-se a uma guilda em
reconstrução parecia um bom meio de se integrar à sociedade. Os Silverhawks
precisavam de gente nova, então foi um bom negócio para ambos os lados. O
último trabalho do eremita havia sido uma simples escolta numa floresta que
terminou sem a necessidade de levantar seu martelo.
...
Vinda de uma das tribos élficas comuns nas florestas
da ilha, Gwen Zharariel sempre viu com estranheza as pessoas das cidades.
Acostumada com costumes mais rígidos e a lutar constantemente pelo próprio
bem-estar ela nunca viu com bons olhos as pessoas mimadas da cidade. Sua vida na floresta lhe deixou próxima do
poder primitivo, podendo evoca-lo quando necessário usando suas habilidades de
Seeker.
O recrutamento para a guilda dos Silverhawks veio em
boa hora, ajudando-a a evitar a sensação de deslocamento. Apesar de não se
envolver muito com outros membros, começou a entender melhor como as coisas
funcionam nas cidades. Sua última missão antes da reunião foi uma caça a um
suposto tesouro que acabou se mostrando infrutífera, apesar dela ter executado
sua tarefa com louvor.
...
Os drow são uma incógnita. Eles são muito poucos e
ninguém sabe de onde vieram. As pessoas mais simples os tomam como simples
elfos, do mesmo jeito que tratam os humanos albinos. No entanto, as coisas não
são bem assim. Ligados à divindade popularmente conhecida como O Obscuro, a
grande maioria deles acabam servindo em suas organizações religiosas. Com
Malaggar não seria diferente. Treinado desde a infância num desses tempos,
segue seus dogmas com seriedade.
A adesão à guilda dos Silverhawks, incluindo a prata
em suas vestes sempre negras, foi um pedido de seu templo. Viajando em missões
da guilda ele teria oportunidades de demonstrar o poder de Emnos e a supremacia
de sua ordem religiosa. Apesar do Vingador evitar ao máximo o contato com
outras pessoas e viver pela sua doutrina, conseguiu viajar muito pela ilha e
conhecer vários lugares. Sua última missão, como quase todas anteriores,
envolvia perseguir um criminoso que atormentava alguns fazendeiros.
...
Dizem que as ruas podem ensinar as maiores lições da
vida de uma pessoa. Shaisys não duvidaria desse ditado popular em momento
algum. Abandonada à própria sorte e lutando diariamente pela própria vida, ela
precisou apelar a uma entidade demoníaca para conseguir seus poderes de Bruxa e
finalmente deixar a vida de miséria. Com seus novos poderes não foi tão difícil
mudar sua situação, mas os tempos dormindo ao relento sem comida jamais vão ser
esquecidos.
Convidada por uma membra da guilda dos Silverhawks
que conheceu por acaso nas ruas, a halfling não pensou duas vezes antes de
aceitar. Por muitas vezes voltou às ruas para espionar e se infiltrar em
organizações criminosas cumprindo missões da guilda. Apesar de ter que voltar
às ruas, pelo menos agora o faz sabendo que terminando o trabalho vai ter ouro
suficiente para uma belíssima refeição e uma cama quentinha nas melhores
tavernas das cidades. Para algumas pessoas isso é mais do que suficiente.
As descrições dos personagens estão ótimas, apenas falta decidir de onde vim... Temos que ver isto!!!
ResponderExcluirEu sempre tento deixar em aberto o máximo possível quando o próprio jogador não decide as coisas. Mas já pensei a respeito recentemente, Tomhills faria bastante sentido no seu caso.
ExcluirO Arannis agora tem um parceiro eladrin hehe
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