“O caso do duque Mark Allan Hoppus é
realmente incomum. Desde criança acostumado a perambular pela cidade e conviver
com todo tipo de pessoa, ele logo se tornou popular e bem visto por todos em
Markham. Seu bom humor e sua simplicidade sempre agradaram à população em geral
e seu pai o vira como um substituto natural à frente da cidade.
Mark não foi o primeiro duque a se eleger no
conselho sem que alguém se dispusesse a enfrenta-lo, apesar deste já ser um
acontecimento muito incomum. O mais incrível e inédito na história é que Mark
jamais foi confrontado. Enquanto é comum em outras dinastias que eventualmente
outros nobres insatisfeitos forcem o conselho a convocar uma nova votação para
a cadeira de duque, jamais alguém cogitou mostrar insatisfação com ele e seu
lugar nunca foi questionado. Todos acreditam que ele foi o maior governante de
toda história. ”
- Zachary Bartowski, em “Mandos e Desmandos”.
Capítulo 2
- Deveríamos levar as crianças para um passeio. –
Sugeriu Arannis.
- Eu poderia leva-los. – Respondeu Gwen.
- Acho que não. – Interviu Alanna.
- E o motivo para isso seria?
- Não sei se seria saudável você sair com elas.
- Bom, comigo as crianças poderiam se passar por
meus filhos, não é? – O eladrin ponderou enquanto as crianças permaneciam
quietas.
- Isso é verdade. – Concordou a meio-elfa.
- Você poderia ser a mãe. – O soldado sorriu para a
elfa.
- Até que seria um belo casal. – Riu a psiônica.
- De jeito nenhum!
- Uh, que elfa brava. – Debochou o arcano enquanto
ia até as crianças.
- Vocês que se virem então. – A seeker deixou o
quarto batendo os pés.
- Bom, vamos passear com as crianças então. – Alanna
pegou na mão da garota enquanto Arannis fazia o mesmo com o garoto.
...
O dia de folga seguiu tranquilo para todos. Alanna e
Arannis levaram os gêmeos para um passeio para cidade, onde compraram vários
doces e visitaram vários locais. Numa das barracas de brinquedo, o eladrin foi
pego de surpresa quando as duas crianças escolheram réplicas de espadas
bastardas feitas de madeira como instrumento de diversão.
...
- Você não deve se aproximar das crianças. –
Advertia Celi.
- Mas por que? São apenas crianças. – Arthur
ponderava sentado em sua cama no alojamento vazio.
- O aviso está dado. Espero que seja esperto o
suficiente para segui-lo dessa vez.
- Mas eu ainda não entendo...
O patrulheiro já estava acostumado a ter esse tipo
de aviso sem qualquer explicação. Desde que se lembra, dividia seu corpo com
essa outra entidade, mas jamais conseguiu ter certeza do que ela é. Alegando
ser uma deusa, ela as vezes toma o controle de seu corpo ou sussurra pedidos em
sua mente. A relação de ambos já foi muito pior, mas hoje toda estranheza que
um dia existiu virou história.
- Seja um bom rapaz e me ouça. Aquelas crianças,
elas são... – uma pausa que demonstrava uma insegurança incomum naquela
entidade – Especiais.
- Especiais como?
- Especiais. Se aproximar delas pode trazer algumas
consequências desastrosas devido à nossa situação de corpo e tudo mais. Não se
aproxime demais.
- Certo, certo... – suspirou o rapaz antes de voltar
à solidão física e agora também mental.
...
A noite chegou a o grupo se reuniu novamente no
segundo andar da Canecada. Cansados, comeram no alojamento mesmo. As crianças
mal chegaram e foram descansar, brincaram o tempo todo e já não aguentavam mais
ficar de pé. O período na praia, principalmente, havia sido muito agitado para
elas. Sem trocar muitas palavras o grupo repousou se preparando para o
verdadeiro trabalho que se iniciaria dali algumas horas.
...
O sol nascia e o grupo já terminava os preparativos
para ir ao porto. Apesar de não existir nenhum problema explícito entre eles,
era notável que a atmosfera não era favorável. Simplesmente não se sentiam à
vontade na presença uns dos outros ainda. E as crianças nem sempre conseguiam
quebrar essa sensação.
- Levamos as crianças? – Questionava Gwen.
- Acho melhor. – Respondia Alanna.
- Não podemos deixar elas sozinhas aqui e precisamos
ir trabalhar. É só a gente ficar de olho nelas. – Arannis ajeitava o cinturão
das espadas no ombro.
- Que seja...
Então o grupo desceu as escadas, vendo a taverna
ainda vazia. Do lado de fora o clima era gostoso, a temperatura era amena e a
brisa era agradável. Mesmo ali num distrito de tavernas e diversão, o movimento
era escasso nesse horário. Não tiveram problema para se locomover até o porto,
do qual quanto mais se aproximavam, mais notavam movimento.
...
- Bom dia, mesa seis. – Cumprimentou um dos oficiais
da guilda. – Vocês podem começar ajudando a levar algumas caixas daquela pilha
até a escuna, a Vadia dos Mares. – Sinalizou de uma pilha de sacos e caixas
para uma embarcação de médio porte, impecável.
Depois de rir do nome da escuna o grupo começou a
transportar os suprimentos. O caminho era um pouco longo e eles se revezavam
enquanto as crianças brincavam com suas espadas de madeira próximas à pilha de carga.
Todos trabalharam em ritmo forte a manhã inteira e o tempo pareceu voar.
Eles conseguiram notar que iriam utilizar o galeão
do duque, enorme e imponente, com velas de cor laranja. O galeão estava sendo
modificado para receber os cavalos que seriam levados com as forças cedidas
pelo próprio duque. Carpinteiros trabalhavam duro tentando montar uma espécie
de estábulo no interior da embarcação. Esse trabalho era extremamente lento e
tomaria quase todo o tempo de preparação para a viagem.
Passada a manhã, todos foram liberados para almoçar
e descansar. Tinham de três a quatro horas livres e não houve nenhuma ordem
muito específica no que se diz respeito a continuar o trabalho. O início fora
lento e desajeitado, mas esperava-se que o ritmo se estabilizasse com o tempo e
costume. Depois de almoçar na Canecada, todos subiram para o alojamento
descansar e esperar um bom horário para retomar os trabalhos.
...
Quatro horas depois da dispensa, Alanna, Gwen,
Arannis e Foostus retornaram ao trabalho, enquanto Arthur, Shaisys e Malaggar
permaneceram no alojamento. As crianças foram para o porto também. Logo notaram
que nem todos retornaram para o trabalho e o ritmo seria lento novamente. Os
oficiais pareciam não se importar, visto que assim talvez conseguissem
organizar melhor.
- Então, é nessa escuna que iremos, mesa seis. –
Comentou Lizbeth, se aproximado do quarteto e crianças.
- Nós vamos com você? – Gwen perguntava.
- Sim. Iremos com o mais rápido. Chegaremos antes a
Travisen e iniciaremos os preparativos até que o restante chegue. Isso vai nos
poupar algum tempo.
- Certo.
Lizbeth se afastou para tratar de algo com os
oficiais enquanto o grupo começava a ajudar a descarregar materiais que seriam
usados na reforma do galeão. Ao se aproximarem da embarcação, ouviram uma
música sendo cantada por várias vozes ali no interior.
É, minha mulher
Me leva pra casa quanto tô bêbado
demais pra chegar lá
E ela não fica toda ciumenta
Quando saio com os amigos
Ela ri das minhas piadas mais
idiotas
Quando ninguém mais ri
A música sumiu com o barulho de algumas caixas
despencando numa pilha que era montada no convés, seguidas de muitas risadas
escada abaixo. Um rapaz ia subindo as escadarias dando risada e caminhando
levemente enquanto um senhor de expressão séria o acompanhava bem de perto.
E ela é tão esperta e inteligente
Eu não acho que ela precisa de mim
Nem metade do quanto sei que
preciso dela
E eu imagino porque não tem outro
cara
Com quem ela prefira estar
A dupla se aproximava e a cantoria ficava em segundo
plano conforme o homem grisalho parecia repreender o mais jovem. Ambos vestiam
roupas de tecido nobre e corte sofisticado, apesar de serem simples comparadas
às de alguns nobres. O mais velho tinha uma expressão severa e cabelos curtos e
bem aparados. O mais jovem, aparentando estar entre os trinta e quarenta anos,
tinha cabelos negros bagunçados e olhos azuis, além de manter um sorriso
genuíno no rosto.
- Não é assim que se espera que você aja!
- Tá certo, tá certo... – O jovem tentava se livrar
do sermão.
- Você precisa agir de acordo com quem você é, não
pode sair cantando e bebendo com qualquer pessoa!
- Qual é? Ninguém deveria se levar tão a sério com
tantos anos à frente pra entrar na linha! Por que você exige isso de mim?
- Mas senhor! – Protestava o mais velho enquanto
eles já haviam passado pelo grupo, que olhava com surpresa.
A dupla eventualmente se reuniu com Lizbeth longe
dos ouvidos deles, que ficaram olhando curiosos. Não demorou muito para que um
dos marinheiros se juntasse a eles para dizer do quão divertido era o duque
Mark, o homem de cabelos negros e olhos azuis que acabou de passar por eles.
Isso pegou o pessoal de surpresa, mas logo retornaram suas atenções ao
trabalho.
...
Os dias foram passando enquanto os ajustes eram
feitos no galeão. O grupo da mesa seis seguia trabalhando nas docas todos os
dias, alguns com mais, outros com menos disposição, mas todos eventualmente
ajudaram. Arannis aproveitava o tempo livre que tinha para ensinar as crianças
a usarem a espada e elas demonstravam grande interesse nas lições e
treinamentos, praticando entre si enquanto o grupo trabalhava.
Eventualmente Lizbeth e o próprio duque se
aproximaram das crianças, conversando e brincando com eles. No início o grupo
ficou apreensivo, mas logo se acostumaram. Apesar dos cargos que tinham, ambos
pareciam boas pessoas. Mark ria muito com as crianças, foi realmente
surpreendente a maneira como ele conseguia diverti-las, pelo menos até que seu
assistente, o homem grisalho, o encontrava.
Em Feberays 10 todos os procedimentos haviam sido
completados. O galeão já comportava os sessenta cavalos da maneira mais
confortável possível, todas embarcações tinham seus suprimentos e os membros da
guilda já haviam resolvido todas as pendências que tinham. Enfim os navios
partiram para Travisen numa longa viagem pelo mar.
...
Depois de duas semanas de viagem tranquila, Lizbeth
alertou a todos que se aproximavam de uma zona perigosa. A viagem era longa
pois eles navegavam contornando a costa, que era o meio mais seguro conhecido
de se navegar. Todos sabiam de como poderia ser perigoso se afastar demais.
Em algumas horas eles adentraram a zona de perigo.
Ventos fortes e ondas enormes se tornaram comuns. O céu estava escuro e
carregado, uma chuva se iniciou com uma média intensidade e ia ficando mais
forte com o passar do tempo. Relâmpagos assustavam as crianças, que foram para
o interior da escuna com Shaisys.
Não demorou muito para que a tempestade se iniciasse
e atingisse a Vadia dos Mares com força. O convés ficou agitado, com todos
trabalhando com afinco pela sobrevivência. As ondas batiam como aríetes no
casco da escuna e o mastro parecia que iria ceder a qualquer momento. Lizbeth
gritava as ordens furiosa enquanto seus braços pareciam queimar com o esforço
para manter o leme no curso pretendido.
O grupo corria contra o tempo, embolado em cordas,
tirando a água do convés e ajudando os outros tripulantes nas tarefas mais
árduas. Ensopados e com frio, viam a Vadia ser jogada de onda a onda. O mar era
implacável e eles só podiam torcer para que conseguissem sair dali vivos. Os
esforços eram grandes e a tempestade era impiedosa.
...
Na parte inferior da escuna, Shaisys estava sentada
abraçada às crianças num canto. O garoto até tentava não demonstrar medo, mas
suas pernas o traíram. A garota sequer tentava fingir. Era possível sentir os
solavancos da embarcação, madeira rangendo com o impacto das ondas e o sopro do
vento quase abafando todos os gritos vindos do convés.
No silêncio dos três ali no canto escuro, a halfling
conseguiu reconhecer uma sensação familiar que tomava conta de seu corpo, um
calor quase maternal. Cansada da vida difícil nas ruas, teve que fazer um pacto
com uma entidade para garantir os poderes que acabaram tirando-a daquela situação.
Essa entidade lhe contatava eventualmente e cá vinha ela novamente.
- Situação atribulada, minha menina. Situação
atribulada, sim? – Debochou a voz espectral que parecia ecoar no fundo de sua
mente.
- Estas crianças são deveras interessantes, sim.... Não
disponho de tempo para explanar a razão ou meus motivos, mas mantenha-as a
salvo, sim? O que elas são ainda me escapa, mas hei de acreditar que com o
tempo posso descobrir a verdade acerca delas. Sim, hei de descobrir, minha
criança.
- Por enquanto é só. Sabeis que sois de extrema
importância para meus objetivos e motivações. Não me decepciones, pequena
criança. Um dia hei de proporcionar mais informações a ti. Até lá, cuidai dos
pequenos.
A bruxa sentiu-se como se saísse de um transe depois
do contato. Aquela entidade a tratava de uma forma bastante peculiar, mas fora
um bom preço a pagar por suas habilidades. As crianças pareciam mais tranquilas
diante de seu quase transe e o frio voltou de maneira brusca, fazendo com seu
corpo tremesse. Manter as crianças a salvo não era uma tarefa da qual
discordasse, mas parecia bem pouco oportuna no momento atual.
...
A tempestade eventualmente cedeu. A tripulação
passou horas lutando por suas vidas, até que a calmaria retornou e o trecho
turbulento ficou para trás. Infelizmente, a escuna foi seriamente avariada,
então a capitã resolveu guiar o barco para a costa com a finalidade de fazer os
reparos necessários. Era um pequeno, mas necessário desvio.
...
- Vamos descansar essa noite a amanhã começamos os
reparos. – Ordenou Lizbeth já na praia enquanto começavam a armar um
acampamento improvisado.
- Acha que vai levar muito tempo? – Indagou Alanna.
- Acredito que em dois dias conseguimos. Temos uma
floresta aqui perto, conseguir madeira não vai ser difícil. E por sorte não
perdemos ninguém, meus marujos sabem como cuidar da Vadia.
- Vadia, hein? – Brincou um dos marujos, especulando
com a reação do grupo.
- Muitas pessoas não acreditam que uma mulher pode
comandar qualquer coisa, quanto mais uma embarcação. Um nome vulgar coloca
alguns deles no seu devido lugar, sabe como é. – Se justificou gesticulando
para o grupo.
Depois de comerem de novo a ração que traziam, todos
se reuniram em volta da fogueira para dormir. Arannis ficava em transe ao lado
dos pequenos, que começavam a aprender a fazer o mesmo. Entravam e saíam do
transe com o soldado, iniciando logo em seguida seu treinamento com espada,
como vinha sendo rotina há algumas semanas.
...
Os trabalhos iniciaram com o nascer do sol. Todos
tiveram que ajudar, exceto por Arannis, Alanna e Gwen, que receberam a tarefa
de ir até a floresta em busca de algo para comer que não fosse ração. A
perspectiva de comer algo diferente animou a todos e o trio logo partiu em
busca da desejada caça.
Não demorou muito para que estivessem caminhando
pela floresta. O clima era ameno e a vegetação não era tão fechada ali nas
bordas, então conseguiam se locomover sem maiores problemas. Com o arco em
mãos, a elfa logo abateu duas lebres, prontamente coletadas pelos companheiros
de caça. Iam avançando cada vez mais floresta adentro, até que o grupo ouviu
pegadas e notou que estava sendo cercado.
Buscando distrair o que quer que estivesse em seus
rastros, Arannis utilizou uma de suas magias para criar um som ilusório na
direção contrária à qual se dirigiam, tomando rumo de uma clareira visível na
vegetação. Ali acreditavam que poderiam ao menos ver o que se aproximava deles.
Ao chegarem na clareira, puderam se posicionar em
seu centro, costas com costas. Então viram que a tentativa do mago não fora
muito bem-sucedida, já que cinco lobos se aproximavam rosnando e com cautela,
agora que estavam expostos pelo campo aberto. Sem hesitar e com armas já em
mãos, o grupo começou a orquestrar sua ofensiva na tentativa de terminar com os
animais sem que recebessem muitos ferimentos.
A elfa iniciou a batalha disparando suas flechas na
direção do lobo mais próximo, envolvendo-o com forças espirituais, visando frear
seu avanço. A vantagem numérica tirava qualquer inibição das criaturas, que avançavam
com voracidade. Utilizando suas habilidades mistas, Arannis atacou um lobo que
se dirigia na direção do grupo com um corte de sua espada, seguido de um
disparo energético que jogou o lobo para trás. Alanna cortava outro lobo com
sua alabarda quando o mesmo investia contra o grupo.
Os outros lobos conseguiram se aproximar apesar dos
esforços do trio. A meio-elfa acabou levando uma mordida na coxa, enquanto o
eladrin conseguiu se esquivar das mandíbulas da quinta fera. A seeker
continuava seu bombardeio, lançando desta vez um enxame de insetos espirituais
que picavam seu alvo, dificultando sua visão. Arannis se engajava com outra
fera próxima ativando suas habilidades com a espada, fazendo com que a mesma
cantasse a cada movimento, disparando fogo pela mão livre. Alanna continuava a
golpear com a alabarda enquanto dois lobos conseguiram flanqueá-la e leva-la ao
chão com suas mordidas.
Sufocada e sendo alvo fácil, a ardent se encontrou
aliviada quando viu Gwen matar um dos lobos que a cercava num disparo preciso.
Arannis seguia implacável em sua dança da morte, combinando espada e magia para
destruir as feras. Depois de se recuperar, a meio-elfa se concentrou em
estimular seus companheiros através de seus poderes psiônicos enquanto dividia
um dos lobos ao meio com um corte de vertical de sua arma.
Em alguns segundos, os lobos haviam sido derrotados.
Alanna havia sofrido os maiores ferimentos quando foi lançada ao chão, mas
concentrando-se após o combate conseguiu recuperar-se enquanto sua energia
psiônica percorria seu corpo, revigorando-o. O eladrin juntava as carcaças dos
animais abatidos, enquanto a elfa se mantinha em prontidão para evitar uma nova
surpresa.
Após alguns minutos parados e recuperando seu
fôlego, o trio se deu conta de que não havia mais nenhuma ameaça e, juntando os
cadáveres, partiu de volta para o acampamento. Animados com a luta da qual
saíram vencedores, os pequenos ferimentos persistentes não pareciam incomodar
nenhum deles.
A parte do Arthur e da Shaisys ficaram legais e macabras, ai me pergunto cada um teve essa conversa em seus pensamentos?
ResponderExcluirAs partes do combate que envolve meu personagem Arannis ficou muito bem descrita deu um ar de imponência peguei mais vontade de eleva-lo a niveis mais altos agora!!!
A minha má-sorte nos dados está sendo lançada na internet!!!
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